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Cinco dicas para evitar problemas de sucessão em empresas familiares 20 de janeiro de 2022 - 22:14
(Foto: Distribuição) 

Um dos maiores desafios que uma empresa familiar pode enfrentar em sua trajetória é a sucessão dos patriarcas aos seus herdeiros e/ou sucessores. Uma decisão que por muitas vezes, e de maneira muito comum, acaba sendo protelada e quando se torna necessária pode causar conflitos e problemas não só empresariais, como familiares.

Mas é possível evitar esse desgaste desnecessário e ainda promover uma sucessão saudável para a empresa, garantindo que quem vai assumir a gestão esteja devidamente preparado para o cargo.

Gilson Faust, consultor sênior da GoNext – empresa especializada em governança corporativa e sucessão familiar, dá cinco dicas de como preparar os herdeiros, com as ferramentas adequadas e evitar conflitos.

1 – Quando criar o conselho de herdeiros?

A partir da adolescência já é possível formatar o órgão customizado para aquele perfil dos herdeiros e sucessores. O conselho irá desenvolver as habilidades necessárias para que quando os mesmos forem os titulares dos negócios e patrimônio, exerçam adequadamente os papéis e responsabilidades de sócios e executivos, compreendendo como o sistema de governança corporativa auxiliará na perenidade dos negócios.

2 – Qual é o momento ideal para os herdeiros começarem a serem preparados?

O momento ideal da criação do conselho está diretamente relacionado ao momento da vida dos herdeiros, analisando o estágio da vida e da carreira de cada um. Apenas quando eles estiverem aptos a compreender o contexto de uma organização empresarial é que justifica-se a implantação do órgão.

3 – Como definir o líder?

Para evitar conflitos, o melhor caminho é definir um líder para o processo e balizar as decisões com critérios técnicos bem definidos. A definição do modelo e seus integrantes podem ser realizados pelos sócios e demais familiares com base especialmente na análise realizada para identificar o sucessor adequado, precedido da avaliação de potencial através de metodologia científica.

4 – Quais ferramentas escolher para o desenvolvimento do conselho?

Alguns instrumentos podem ser utilizados para que os encontros sejam objetivos e não tenha interferência de eventuais conflitos familiares externos, como a criação de uma agenda anual com calendário pré-definido e o regimento interno, sendo as matérias escolhidas àquelas que estão aptas à formação técnica e comportamental dos integrantes, observando-se o perfil de cada um.

5 – Como garantir a paz entre herdeiros?

A carta de conduta também é uma ferramenta útil, em que todos assumem o compromisso de respeito mútuo, urbanidade nas suas atitudes e eventuais divergências somente no campo das ideias.

Um dos pontos mais importantes na gestão do conselho é a igualdade de tratamento entre todos os integrantes, operando as dinâmicas e reuniões com transparência, prestação de contas e principalmente muita articulação e diálogo. Isso é fundamental para a boa condução de todo o processo, que pode durar vários anos.

Benefícios em curto e longo prazo

A criação do conselho pode beneficiar a empresa a criar processos mais claros e eficientes em sua gestão, garantindo que a renovação trazida pelos sucessores também possa proporcionar a evolução do negócio com as demandas mais recentes do mercado e das boas práticas de administração de empresas.

“As situações frequentemente vividas pelas empresas familiares e enfrentadas na prática pelos sucessores irá qualificá-los e prepará-los para ocupar as futuras posições. Isso inclusive irá facilitar a saída dos patriarcas, garantindo que seja um processo balizado por critérios técnicos, com sucessos devidamente preparados para assumir gestão da empresa”, reforça o consultor.



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