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Julho Amarelo: Hospital de Curitiba promove palestra e testagem gratuita de hepatites B e C 25 de julho de 2022 - 15:52

Hepatologista alerta para a importância do diagnóstico e tratamento precoces

Na próxima quinta-feira, 28 de julho, é o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, data que inspirou o Julho Amarelo, campanha de conscientização sobre essa doença considerada um problema de saúde pública no Brasil. Para orientar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, o Hospital São Vicente Curitiba promoverá dois eventos gratuitos. 

No próprio dia 28, ocorrerá uma palestra aberta ao público, às 14h, no Centro de Especialidades (na entrada pela Rua Brigadeiro Franco, 1.733 – Centro), com a hepatologista Dra. Aline Moura, que explicará sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento. Já no sábado, dia 30 de julho, profissionais de saúde do hospital estarão no Parque Barigui, entre às 8h e 17h, para tirar dúvidas sobre a doença e realizar mil testes rápidos e gratuitos de hepatites B e C, fornecidos pela Secretaria de Saúde do Paraná. A ação tem o apoio da Sociedade Brasileira de Hepatologia. 

“Estima-se que cerca de 0,5 a 1% da população mundial, consequentemente brasileira, é portadora de hepatites B ou C, mas não sabe. No caso da Hepatite C, hoje já foram tratados e curados cerca de 158 mil pacientes no Brasil. Se partimos do princípio da estimativa de quem não sabe que tem a doença, é mais de 1 milhão de pessoas com o vírus. Onde estão todas essas outras pessoas que ainda não fizeram tratamento? Esse é o nosso maior desafio hoje: diagnosticar quem tem hepatite B e C”, frisa Dra. Aline Moura Ferraz Pereira, hepatologista do Hospital São Vicente Curitiba. 

A recomendação é que os testes sejam feitos por pessoas acima de 40 anos, todos os indivíduos que serão submetidos a terapias imunossupressoras (quimioterapia, imunossupressão por doenças autoimunes) e pessoas de grupos de risco, que inclui usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo, quem já fez tatuagem em locais sem esterilização adequada e quem precisa fazer muitas transfusões de sangue, especialmente antes de 1993.

Divididas em cinco tipos, as hepatites B e C são as que requerem maior atenção. A cirrose é a principal complicação e pode levar até 20 anos para se desenvolver sem apresentar sintomas. “O comum é a pessoa ser diagnosticada com uma cirrose já instalada e isso é um complicador. A cirrose é um fator predisponente para câncer de fígado”, alerta a hepatologista. “A hepatite B já comprovou até câncer de fígado que iniciou sem cirrose”, revela. 

Em média, 80% dos casos de hepatite B se curam espontaneamente, mas os 20% restantes se tornam crônicos, sem cura, mas com tratamento em alguns casos. Desde 1996, a vacina faz parte do calendário infantil de imunização. “Mas, ainda temos muitas pessoas que nasceram antes dessa data e não foram vacinadas”, lembra a hepatologista, reforçando a importância de quem nunca tomou a vacina contra a hepatite B procurar uma unidade de saúde para se imunizar.
No caso da hepatite C, 80% dos pacientes acabam tendo a forma crônica da doença, que sempre foi a principal causa de transplante de fígado em todo o mundo. 

Dra. Aline Moura comenta que na prática já se percebe uma redução das cirurgias por causa dos avanços do tratamento nos últimos anos, que permitem curar quase 100% dos casos. “Mas, uma coisa é ter o vírus e não ter cirrose. Nós tratamos o vírus e a pessoa segue com a vida normalmente. Mas, se ela tem hepatite C e chegou ao ponto de surgir a cirrose, o vírus vai embora, mas a cirrose continua. Isso diminui exponencialmente o risco de evoluir para a necessidade de transplante, porque diminui a inflamação do fígado, mas essa pessoa nunca mais poderá deixar de ter acompanhamento médico”, afirma. 

Prevenção das hepatites
Amarelão nos olhos, denominado icterícia, febre, indisposição, dor no corpo e articulações e dor de cabeça. Esses são os sintomas mais conhecidos das hepatites. Contudo, eles são mais comuns na hepatite A, que é transitória. “A hepatite A tem caráter benigno, a maioria das pessoas não desenvolve hepatite fulminante, quando precisa de transplante de emergência, algumas vezes precisam ser internadas, mas na sequência começam a melhorar”, diz a hepatologista. Para prevenir, é preciso consumir alimentos bem higienizados, água potável e seguir os cuidados básicos de higiene, como sempre lavar as mãos. Desde 2014, também foi disponibilizada a vacina contra a hepatite A no calendário de imunização infantil.

“A hepatite C é transmitida, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, compartilhamento de seringas ou por materiais perfurocortantes não descartáveis ou mal esterilizados”, esclarece Dra. Aline Moura, lembrando para essa hepatite não tem vacina e que é sempre importante ficar atento a esterilizações de objetos em salões de beleza e estúdios de tatuagens, por exemplo. Já os vírus das hepatites D e E não são prevalentes no Brasil, especialmente na região Sul. 

Sobre o assunto a jornalista Bruna Quinalha converou com a médica hepatologista do Hospital São Vicente Dra. Aline Moura que dá mais detalhes sobre o evento e explica o que é a hepatite.
 
Serviço:
Data: 28 de julho
Horário: 14h
Local: Centro de Eventos do Centro de Especialidades do Hospital São Vicente – Rua Brigadeiro Franco, 1733 – Centro (3º andar)
Evento gratuito e aberto ao público
 Ação de testagem rápida e gratuita para as hepatites B e C
Data: 30 de julho
Horário: 8h às 19h
Local: Parque Barigui (em frente ao Salão de Atos)
*Serão disponibilizados mil testes


Tags: Prevenção Evento gratuito Evento Exame Hospital hepatite

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